segunda-feira, 5 de julho de 2010
sábado, 19 de junho de 2010
Com amor
Você pode segurar minha mão, quando quiser.
Não há arrependimento, apenas o sentimento de que algo nasceu bem aqui.
Numa das janelas que nos fazem ver o mundo, deixei meu corpo. Mas não a esperança. Agora.
Não fui eu que fingi um sorriso?
Esperam que os olhos fechados ainda possam ver algo apesar de tanta luz?
Aqui estamos com medo de virar a página.
E saber quem será o vencedor.
Apenas esqueci o que vem de cima.
A dor nunca deixará eles morrerem. De novo.
Não há arrependimento, apenas o sentimento de que algo nasceu bem aqui.
Numa das janelas que nos fazem ver o mundo, deixei meu corpo. Mas não a esperança. Agora.
Não fui eu que fingi um sorriso?
Esperam que os olhos fechados ainda possam ver algo apesar de tanta luz?
Aqui estamos com medo de virar a página.
E saber quem será o vencedor.
Apenas esqueci o que vem de cima.
A dor nunca deixará eles morrerem. De novo.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Questão
Todos falam da questão
A questão do pré-sal...
A questão da educação...
A questão da segurança pública...
Questão, invariavelmente, vem na frente de coisa importante.
O que deve ser discutido vem acompanhado da Questão.
A questão da reforma agrária é coisa séria. A questão do Pato Donald não ser um pato, mas um ganso, não é questão.
A questão não é democrática. Proponho aqui uma questão: a democratização da questão!
A questão do pré-sal...
A questão da educação...
A questão da segurança pública...
Questão, invariavelmente, vem na frente de coisa importante.
O que deve ser discutido vem acompanhado da Questão.
A questão da reforma agrária é coisa séria. A questão do Pato Donald não ser um pato, mas um ganso, não é questão.
A questão não é democrática. Proponho aqui uma questão: a democratização da questão!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
questão
Um monte de livros de Freud, espalhados sobre e sob a mesa. Muito café, muitas horas. Sem, nem um pouco de entendimento. Não virá a luz. Pergunto:
_ Posso dar de ombros a toda essa merda?
_ Posso dar de ombros a toda essa merda?
terça-feira, 23 de março de 2010
Dia
_ Um dia sem nos vermos?
_ Sim...
_ Mas por que?
_ Porque tem que ser assim.
_ Mas você não está sendo espontâneo! Não se deve impor restrições às vontades...Não é vontade sua me ver?
_ Mas é só um dia!
_ A vida é curta; em um dia muita coisa acontece...em tão pouco tempo.
_ Não sabemos nada sobre o que ocorre por aí...só de nós! E é isso... por que importa, a nós, apenas nós mesmos?
_ A resposta é porque nós só podemos ser importantes a nós mesmos.
_ Um dia, não faz tanto vento assim...
_ Para mim é um vendaval!
_ Pois bem, amor...mas vendavais nunca precisaram de mais de poucas horas para destruirem lares.
_ Sim...
_ Mas por que?
_ Porque tem que ser assim.
_ Mas você não está sendo espontâneo! Não se deve impor restrições às vontades...Não é vontade sua me ver?
_ Mas é só um dia!
_ A vida é curta; em um dia muita coisa acontece...em tão pouco tempo.
_ Não sabemos nada sobre o que ocorre por aí...só de nós! E é isso... por que importa, a nós, apenas nós mesmos?
_ A resposta é porque nós só podemos ser importantes a nós mesmos.
_ Um dia, não faz tanto vento assim...
_ Para mim é um vendaval!
_ Pois bem, amor...mas vendavais nunca precisaram de mais de poucas horas para destruirem lares.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Hora
_ Há quanto tempo não digo que não viveria sem você?
_ Não sei... uma semana?
_ Não, acho que não.
_ Então não sei.
_ Faz uma hora.
_ Uma hora. O que significa...
_ O que significa que agora já posso viver sem você.
_ Mas quando você disse aquilo há uma hora, você não queria dizer que não viveria sem mim em qualquer hora da sua vida?
_ Não exatamente. Veja, eu psso viver sem você. Mas naquela hora, hesitei em dizer que não conseguiria, pois senti, naquela hora, que não conseguiria.
_ Pensava que você me amava sempre, independetemente do tempo.
_ Naquela hora sim...
_ ...
_ Agora dá pra viver numa boa sem depender, para isso, de você.
_ Insensível!
_ Às vezes...
_ E quando será a próxima vez que não poderá viver sem mim?
_ Quando o despertador do celular tocar, amor. Quando o despertador tocar...
_ Não sei... uma semana?
_ Não, acho que não.
_ Então não sei.
_ Faz uma hora.
_ Uma hora. O que significa...
_ O que significa que agora já posso viver sem você.
_ Mas quando você disse aquilo há uma hora, você não queria dizer que não viveria sem mim em qualquer hora da sua vida?
_ Não exatamente. Veja, eu psso viver sem você. Mas naquela hora, hesitei em dizer que não conseguiria, pois senti, naquela hora, que não conseguiria.
_ Pensava que você me amava sempre, independetemente do tempo.
_ Naquela hora sim...
_ ...
_ Agora dá pra viver numa boa sem depender, para isso, de você.
_ Insensível!
_ Às vezes...
_ E quando será a próxima vez que não poderá viver sem mim?
_ Quando o despertador do celular tocar, amor. Quando o despertador tocar...
Minuto
_ Um minuto, por favor.
_ Claro. Vamos parar?
_ Não, apenas um minuto.
_ Você nunca me pediu um minuto antes? Está tudo bem?
_ Sim. E eu sei que é muito o que lhe peço.
_ Não... Só achei estranho.
_ Por que?
_ Ora. Você só quer um minuto de mim! Eu posso lhe dar muito mais do que isso. Posso te dar palavras, sonhos, sustos...
_ Um minuto. É pouco?
_ Muito pouco, para se esperar de quem ama.
_ Talvez seja o que você nunca me deu até agora.
_ Mas como saberei? Como saberei quando devo lhe dar um minuto? Como saber como posso lhe fazer contente com isso? Isso, que na minha opinião jamais seria dado a quem se ama. Imagina! Um minuto! Sendo que posso lhe dar mais, mais e mais! Responda-me... um minuto para quê você quer?
_ Dê-me um minuto para pensar, e já lhe respondo.
_ Claro. Vamos parar?
_ Não, apenas um minuto.
_ Você nunca me pediu um minuto antes? Está tudo bem?
_ Sim. E eu sei que é muito o que lhe peço.
_ Não... Só achei estranho.
_ Por que?
_ Ora. Você só quer um minuto de mim! Eu posso lhe dar muito mais do que isso. Posso te dar palavras, sonhos, sustos...
_ Um minuto. É pouco?
_ Muito pouco, para se esperar de quem ama.
_ Talvez seja o que você nunca me deu até agora.
_ Mas como saberei? Como saberei quando devo lhe dar um minuto? Como saber como posso lhe fazer contente com isso? Isso, que na minha opinião jamais seria dado a quem se ama. Imagina! Um minuto! Sendo que posso lhe dar mais, mais e mais! Responda-me... um minuto para quê você quer?
_ Dê-me um minuto para pensar, e já lhe respondo.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
untitled.
é dela que vem a chama
que em mim queima e inflama
uma, duas, três e quantas forem as vezes.
sufoca esperar por mais de uma semana.
é ela, quando ama.
que em mim queima e inflama
uma, duas, três e quantas forem as vezes.
sufoca esperar por mais de uma semana.
é ela, quando ama.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
2
quem errou?
quem sentiu primeiro?
quem venceu o medo?
quem viveu como viveu?
sou seu?
quem acertou?
não impessa a si mesma de sentir-se satisfeita.
sua liberdade é o que resta a você ou de você?
quem sentiu primeiro?
quem venceu o medo?
quem viveu como viveu?
sou seu?
quem acertou?
não impessa a si mesma de sentir-se satisfeita.
sua liberdade é o que resta a você ou de você?
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Oralidade
ela permite a entrada
debaixo de seu próprio nariz
não há parte mais íntima que o céu da boca.
debaixo de seu próprio nariz
não há parte mais íntima que o céu da boca.
sábado, 28 de novembro de 2009
Todos precisam de alguém, pois viver sozinho é ameaçador. É um temor de acordar e não ter a quem desejar bom dia; sentir o calor do meio-dia tomar seu corpo, e não ter a quem dizer que está passando mal de tanto calor; e, quando a noite chega, tossir e não ter a quem se silenciar.
Mas ao mesmo tempo, precisamos da solidão. O silêncio ordena o pensamento, a paz. Todo relacionamento humano é conflito, em todos os sentidos. Descobrir. Intenção, contenção de gestos, até que um prossiga numa sucessão de soluços.
Mas ao mesmo tempo, precisamos da solidão. O silêncio ordena o pensamento, a paz. Todo relacionamento humano é conflito, em todos os sentidos. Descobrir. Intenção, contenção de gestos, até que um prossiga numa sucessão de soluços.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
condição
se pudesse, evitaria o plantio de árvores. elas tomam o espaço que há entre nós.
se desse, o mundo era plano. não daríamos voltas e sempre nos encontraríamos.
se quisesse, e quero, faço agora mesmo um acordo entre palestinos e israelenses. eles param de brigar e deixam a gente aqui fazer aquela tão sonhada viagem pra Faixa de Gaza em paz.
se fosse possível, faria o impossível. mas aí não téríamos mais tempo para nós, tamanho seria o assédio da imprensa ao querer falar com o cara que fez o impossível!
se o ser humano pudesse voar, mesmo assim não faria isso. pegaríamos um avião vazio e confortável pra irmos pra qualquer lugar.
mas as condições, se não fossem tão difíceis, não estaríam nesse texto. Que é, assim, pra sonhar.
se desse, o mundo era plano. não daríamos voltas e sempre nos encontraríamos.
se quisesse, e quero, faço agora mesmo um acordo entre palestinos e israelenses. eles param de brigar e deixam a gente aqui fazer aquela tão sonhada viagem pra Faixa de Gaza em paz.
se fosse possível, faria o impossível. mas aí não téríamos mais tempo para nós, tamanho seria o assédio da imprensa ao querer falar com o cara que fez o impossível!
se o ser humano pudesse voar, mesmo assim não faria isso. pegaríamos um avião vazio e confortável pra irmos pra qualquer lugar.
mas as condições, se não fossem tão difíceis, não estaríam nesse texto. Que é, assim, pra sonhar.
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